O melhor exercício que podemos fazer, segundo a neurociência, é gratuito

Já não é mais novidade para a neurociência, que nosso cérebro é capaz de criar novas conexões neurais e novos neurônios em qualquer estágio da vida. Incluindo em estágios mais avançados da velhice, a neurogênese (termo usado para a formação de novos neurônios) continua ocorrendo. No entando, isso não ocorre com tanta frequência de forma espontânea, por isso, precisamos e devemos estimular a formação de novos neurônios e a oxigenação dos que já temos.

 

E, acredite, uma das formas mais eficazes de estimular a neurogênese, segundo estudos e diversas pesquisas na área de neurologia e neurociência, é gratuita e podemos começar a praticar agora mesmo. Sabe que atividade é essa?

Caminhada (e corrida também).

Os benefícios de manter exercícios físicos regulares já são nossos velhos conhecidos, mas alguns estudos realizados em animais que se exercitavam correndo em um esteira, demonstraram que  ao mover as pernas, a atividade no hipocampo aumentava, que é a área da memória e aprendizagem e novos neurônios eram criados, quanto que os exames de imagem não mostraram alteração no hipocampo dos animais que não se exercitavam.  

Ou seja, quando mais caminhando, quanto mais movemos as pernas, mais atividade neural geramos. Isso tem uma explicação lógica, enquanto caminhamos o cérebro estimula a exploração dos ambientes à nossa volta, de novos entornos e possibilidades para nos manter orientados e não nos perdermos. Essa atividade cerebral intensa afim de nos manter a salvo, age diretamente na neurogênese. Essa pesquisa mostrou então, que a exploração de novos espaços e caminhos, gera alta atividade neural, tão alta que reduz os riscos do desenvolvimento de Alzheimer e um aumento significante na qualidade da memória. 

Portanto, podemos dizer, por mais que pareça contraditório, que se estamos cansados e com astenia, devemos fazer um esforço para sairmos do lugar e movermos nossas pernas!

Você sabia que foi demonstrado que astronautas que passam meses em situações sem gravidade e pessoas com mobilidade reduzida ou acamadas, reduzem a formação de novos neurônios em até 70%? Nós somos um conjunto de elementos integrados, onde uma parte não funciona sem a outra e onde tudo isso precisa estar equilibrado. Se a mente adoece o corpo responde e vice-versa. E uma das melhores maneiras que podemos encontrar para mantermos a saúde de nossas preciosas mentes é mentermos nossos corpos ativos. Não é à toa a expressão "Mente sã, corpo são". Da mesma forma não vai adiantar um corpo atlético em uma mente enfraquecida, é necessário buscar a prática de atividades que beneficiem o conjunto todo: racional, emocional e físico. 

O que você está esperando para se mover? Pequenos hábitos podem promover grandes mudanças! Que tal se, ao invés de pegar o ônibus no ponto próximo à sua casa, você for andando e pegá-lo 2 ou 3 pontos a frente? Ou então, se você substituir o elevador pelas escadas e ainda se conseguir desenvolver alguma atividade rotineira sem o carro, trocando pela bicicleta, por exemplo?

O importante é não deixar as pernas (e a mente) paradas.

Bruna Stamato 

 

 

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